É o décimo primeiro ano que o FAPAS em parceria com o CISE, a Câmara Municipal de Seia, o Parque Natural da Serra da Estrela, alunos e professores do Agrupamento de Escolas Dr. Manuel Laranjeira, participam na reflorestação de áreas ardidas no PNSE. Este ano, a plantação de espécies autóctones decorrerá em S. Romão. Visto ser uma área por nós já intervencionada, os voluntários poderão perceber a importância de seguir as áreas após a primeira plantação, neste caso, através de nova plantação na mesma área após alguns anos.
Junte-se a nós! É já no dia 7 de Março.

Para mais informações, contactar o FAPAS: www.fapas.pt; 22 2002472

  • GEOTA assume a coordenação em 2019

Lisboa, 7 de fevereiro - A Coligação C6 para o Ambiente e Natureza, composta pelas ONGA ANP|WWF, FAPAS, GEOTA, LPN, Quercus e SPEA estabeleceu para o ano de 2019 as seguintes prioridades relativamente à sua intervenção:

  • A Reforma da Politica Agrícola Comum (PAC)
  • A Gestão e Financiamento da Conservação da Natureza e da Rede Natura 2000

A coordenação da atividade da C6 para 2019 ficou a cargo do GEOTA – Grupo de Estudos de Ordenamento do Território e Ambiente.

A C6 foi criada em 2015 com o objetivo de atuar a uma única voz junto da sociedade civil e das instituições públicas e governamentais na defesa, proteção e valorização da Natureza e da Biodiversidade em Portugal.

Desde essa data tem sido uma voz ativa pelos valores da conservação da natureza e da biodiversidade em Portugal, assumindo posições conjuntas em variados temas, entre os quais a defesa da Diretiva Aves e Habitats, o Calendário Venatório, a proibição da caça à Rola-brava, a resposta à consulta pública sobre a Estratégia Nacional da Conservação da Natureza e da Biodiversidade, a posição sobre o financiamento da conservação da natureza, a posição sobre o Mouchão da Póvoa e sobre a construção do Novo Aeroporto de Lisboa no Montijo ou a posição sobre os incêndios em Portugal onde as ONGA’s da Coligação C6 salientaram a importância das áreas protegidas na recuperação do território.

A C6 organizou ainda eventos públicos como a Volta desassossegada pelo Ambiente, onde a coligação mostrou ao País o ambiente real e as ameaças que os recursos naturais em Portugal enfrentam, ou o debate público sobre a futura Política Agrícola Comum.

A Coligação C6 está convicta que a informação e mobilização dos cidadãos pode sempre fazer a diferença para exigir aos decisores que optem por medidas que protejam o Ambiente e a Natureza em Portugal.

Mais informações:

ANP|WWF – Associação Natureza Portugal em associação com WWF | Ângela Morgado | Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar. | www.natureza-portugal.org

FAPAS | Nuno Gomes Oliveira| Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar. | www.fapas.pt | 917888272

GEOTA | Hélder Careto e Miguel Jerónimo| Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar. | www.geota.pt | 962602680 (coordenação da C6 em 2019)

LPN – Liga para a Proteção da Natureza | Miguel Geraldes | Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar. | www.lpn.pt

QUERCUS | Nuno Sequeira | Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar. | www.quercus.pt I 93 778 84 74

SPEA - Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves | Domingos Leitão | Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar. | www.spea.pt

06/02/2019

 A Ria de Aveiro, como laguna costeira que é, tem um conjunto de características naturais que constituíram ao longo dos tempos atractivos para o seu aproveitamento sócio-económico e para a fixação de povoados ribeirinhos.

 Desde a implantação de indústrias, que durante muitos anos, laboraram de forma incontrolada, lançando na laguna e sua envolvência toneladas de poluentes sólidos, líquidos e gasosos até uma actividade cinegética igualmente nefasta que conduziu ao decréscimo perigoso de algumas espécies selvagens, a ria de Aveiro sempre conviveu com um regime de marés e por conseguinte com a intrusão de uma cunha salina responsável, entre outras, por uma limitação das áreas agricultáveis.

Com um regime hidrodinâmico que foi sendo alterado ao longo do tempo pelas sucessivas dragagens produzidas nos fundos da sua bacia portuária e da sua barra, os fluxos de maré passaram a ser cada vez mais elevados e a sua acção erosiva cada vez mais intensa não só nas margens dos canais principais como também nas margens dos múltiplos esteiros interiores.

O efeito erosivo sentido no seio da laguna, induzido pelas dragagens, tornou-se ainda mais evidente logo após a dragagem realizada em 1997. Foi precisamente esta operação efectuada nos principais canais da laguna que revelou de imediato um outro fenómeno aparentemente insuspeito e que se traduziu na diminuição da área líquida disponível durante as fases de baixa-mar, contrariando aquilo que seria desejável, nomeadamente para a navegação de recreio.

Se no passado a corrente de deriva litoral era a principal fonte de sedimentos das praias do norte de Portugal e consequentemente para a sedimentação no interior da laguna aveirense, hoje esse cenário está infelizmente ultrapassado, como o demonstra a erosão crescente do litoral. Por esse facto nunca aceitámos a ideia de que os lodos a descoberto na laguna durante a baixa-mar resultem de um aumento das cargas sedimentares depositadas na laguna.

Uma nova operação de dragagem na Ria de Aveiro poderá agravar ainda mais estes três efeitos perigosos, erosão, salinização e diminuição da navegabilidade lagunar. Apesar de ter sido feito um Estudo de Impacto Ambiental (obrigatório nos termos da alínea n), do ponto 10 do Anexo II, do Decreto-Lei nº 151-B/2013) esse estudo não prevê que as implicações neste ecossistema poderão não ficar confinadas a alterações na fisionomia da laguna mas também irão provocar a perda de habitats para a fauna lagunar.

O recente conhecimento de que existirá um estudo (pouco divulgado infelizmente!) de um investigador da Universidade de Aveiro corroborando com dados científicos aquilo que a nossa percepção nos revelou ao longo dos anos dá-nos motivo para contrariar aquele “desabafo” do sr. Ministro do Ambiente feito à comunicação social.

  • Queremos respeito pelas Zonas Húmidas, pois Portugal está comprometido com a aplicação da legislação em vigor e que classifica a Ria de Aveiro como Zona de Protecção Especial (Rede Natura 2000);
  • Queremos intervenções sensatas na Ria de Aveiro, com decisões políticas baseadas em estudos técnicos actuais e nunca em iniciativas imponderadas;
  • Estamos preocupados com a deposição de dragados em cima de sapais, caniçais e vegetação dunar;
  • Estamos preocupados com a diminuição das áreas intertidais, fundamentais para a alimentação das aves aquáticas;
  • Estamos preocupados com a criação de acessibilidade a áreas da Ria de Aveiro até agora sossegadas, como já aconteceu com a instalação de passadiços;
  • Não queremos ver repetir na Ria de Aveiro os erros praticados na Barrinha de Esmoriz, com graves prejuízos para a biodiversidade;
  • Queremos saber as reais motivações das dragagens que vem sendo reclamadas e anunciadas há 40 anos (e não há 20), e agora o foram de novo;
  • Duvidamos que as dragagens tenham como objetivo reanimar a agricultura ribeirinha que sempre conviveu com a salinidade;
  • Não queremos que na Ria de Aveiro e nos seus esteiros seja dada prioridade à náutica de recreio, mas sim à biodiversidade. A náutica de recreio tem espaço de sobra nos canais principais e, nesses sim, poderão ser feitas dragagens pontuais;
  • Se é verdade que a náutica de recreio tem importância para o desenvolvimento local, não é, no entanto, condição sine qua non para a vida na Terra; mas a biodiversidade é!

 Para mais informações: Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar. ou Nuno Gomes Oliveira

 A Direção do FAPAS (Fundo para a Protecção dos Animais Selvagens)

Um grupo de 25 professores e guias em Sanábria e em Villafáfila, com o FAPAS. 
Dois dias preenchidos com debates, comunicações e observação de aves na visita ao lago de Sanabria e às lagunas de Villafáfila. Os docentes adquiriram conteúdos que enriquecerão certamente os currículos dos seus alunos sobre a conservação e o uso sustentável das zonas húmidas. 
 
Protejamos  as zonas Húmidas! 
 

As XX Jornadas sobre Conservação da Natureza e Educação Ambiental terão lugar em Arcos de Valdevez, uma das portas de entrada do Parque Nacional Peneda-Gerês, nos dias 27 e 28 de Abril, no auditório da Escola E.B.2.3/S de Arcos de Valdevez. Organizadas pelo FAPAS, estas jornadas têm como co-organizador o Município de Arcos de Valdevez. O programa será preenchido por comunicações de excelência, debates, ateliers e visitas guiadas.

A inscrição nas Jornadas deve ser feita no site  http://www.fapas.pt/cff/. A aceitação da inscrição será confirmada por e-mail pela Comissão Organizadora.

Anexa-se o Desdobrável

O FAPAS (Fundo para a Protecção dos Animais Selvagens), com apoio da QUERCUS (Associação Nacional de Conservação da Natureza), do GEOTA (Grupo de Estudos de Ordenamento do Território e Ambiente), da LPN (Liga para a Protecção da Natureza) do Movimento Salvem a ROM, e da Associação Solidarity Soul, promove no próximo Sábado, 26 de Janeiro de 2019, pelas 15h00, uma visita à Reserva Ornitológica de Mindelo (Vila do Conde) que tem como objetivo mostrar os erros ambientais que ali estão a ser cometidos pelo Município de Vila do Conde, no âmbito de uma candidatura aos fundos comunitários, através do “NORTE 2020”.

O alargamento exagerado e desnecessário dos antigos caminhos rurais, as alterações à morfologia do terreno, com alteração dos lençóis freáticos, são alguns dos atentados à Reserva Ornitológica, que demonstram a falta de orientação técnica e científica da referida candidatura.

A obra em curso vai prejudicar seriamente as populações de anfíbios, com grande valor ecológico, divulgadas e enaltecidas na edição do passado mês de Agosto da revista National Geographic. Irá prejudicar, igualmente, as populações de aves, em particular as aves migratórias, a razão principal que levou à criação da primeira área protegida de Portugal.

O corte de uma quantas acácias infestantes e a plantação de umas dezenas de árvores autóctones não compensam, de modo nenhum, o mal feito.

Proposta há 61 anos pelo Professor Santos Júnior, da Universidade do Porto, para estudar e proteger as aves, a Reserva Ornitológica do Mindelo nunca teve dos poderes públicos a atenção que merecia, dada a sua importância para a biodiversidade, defesa da paisagem litoral e desenvolvimento local.

Desde extração de areias, à deposição de lixo, à ocupação com habitações de férias, tudo aconteceu na Reserva Ornitológica no último meio século, e continua a acontecer.

Apesar de tudo sobreviveu uma pequena área central que manteve, no essencial, as suas características. Agora, com o apoio dos fundos comunitários, está a ser brutalmente agredida, com o alargamento e abertura de novos caminhos, absolutamente desnecessários, que vão permitir e incentivar a entrada de viaturas, nomeadamente viaturas todo o terreno, em áreas até então apenas frequentadas pelos agricultores locais e alguns amantes da natureza.

Não somos contra uma maior visitação da Reserva, mas o que está a ser feito, por retirar valor ao local, não promove a sua atratividade para quem gosta de passear na natureza ou de observar e fotografar animais ou plantas.

O FAPAS (Fundo para a Protecção dos Animais Selvagens), a QUERCUS (Associação Nacional de Conservação da Natureza), o GEOTA (Grupo de Estudos de Ordenamento do Território e Ambiente), a LPN (Liga para a Protecção da Natureza), o Movimento Salvem a ROM, e a Associação Solidarity Soul) apelam à Câmara Municipal de Vila do Conde para que reconheça os erros cometidos e suspenda de imediato a obra em curso até que um novo programa de intervenção na Reserva seja elaborado e tornado público.

Apelam, também, ao Ministro do Ambiente para que mande apurar responsabilidades e, concretamente, indague com base em que pareceres foi possível o NORTE 2020 aprovar a obra em curso (ver sumário abaixo), cujo projeto, se existe, não foi publicamente divulgado.

O início da visita do próximo Sábado será às 15h00, no parque de estacionamento da praia de Mindelo, e aconselha-se o uso de botas.

Para mais informações, contactar: Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar. ou Nuno Gomes Oliveira (917888272)

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“NATURCONDE – REABILITAÇÃO, PROTEÇÃO, CONSERVAÇÃO E VALORIZAÇÃO DA PAISAGEM PROTEGIDA REGIONAL DO LITORAL DE VILA DO CONDE E ROM (PPRLVCROM)”

NORTE-04-2114-FEDER-000373

Objetivo principal| Património Natural e Cultural

Entidade beneficiária |Município de Vila do Conde

Data de aprovação | 30-03-2017

Data de início | 01-02-2016

Data de conclusão | 01-08-2018

Custo total elegível |327.697,92 EUR

Apoio financeiro da União Europeia | FEDER – 278.543,23 EUR

“O Município de Vila do Conde apresentou uma candidatura ao Programa Operacional Regional do Norte – Norte 2020, no âmbito do Património Natural, designado de “Naturconde – Reabilitação, Proteção, Conservação e Valorização da Paisagem Protegida Regional do Litoral de Vila do Conde e ROM (Reserva Ornitológica de Mindelo)”.

Com um investimento elegível de 327.697,92€, e uma comparticipação comunitária de 85%, é de referir que o Norte 2020 valorizou o facto do projeto promover a valorização do património natural no contexto de estratégias regionais distintivas de desenvolvimento turístico. O projeto prevê medidas de proteção e conservação da Natureza, a requalificação da rede de trilhos e a instalação de estruturas de apoio à visitação e fruição da Paisagem Protegida, objetivando-se, com isso, criar bases para o desenvolvimento aplicado da conservação da natureza à escala local/regional, através do envolvimento das populações e da sua participação como novos agentes na conservação da biodiversidade.

Trata-se de mais um importante passo para a valorização da Paisagem Protegida Regional do Litoral de Vila do Conde e Reserva Ornitológica de Mindelo, em paralelo com a divulgação de Vila do Conde como um destino preferencial para o turismo de natureza e ecoturismo.” (FONTE: site da Câmara Municipal de Vila do Conde).

Anexa-se o Comunicado de Imprensa