O FAPAS (Fundo para a Proteção dos Animais Selvagens),  vem promover a 1ª venda de Natal, entre os dias 10 e 21 de Dezembro de 2018.

Para o efeito, temos guias de campo FAPAS, brochuras, revistas da natureza, pólos, t’shirts, sacos e surpresas.  Contamos consigo na Rua Alexandre Herculano, 371, 4º Esqº, Porto.

27 e 28 de abril, 2019
Arcos de Valdevez
Inscrição e informação: Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

O azevinho, de nome científico Ilex aquifolium L. é um arbusto muito procurado pela sua grande beleza. De casca cinzenta e lisa, copa densa e folhas rígidas e elípticas, com margem normalmente espinhosa e pontiaguda, esta espécie possui frutos vermelhos e carnosos muito característicos e tentadores. O seu valor ecológico é muito importante uma vez que fornece abrigo e alimento para a vida selvagem durante os duros meses de inverno. Se pretender comprar azevinho, certifique-se que está a fazê-lo legalmente. O Decreto-Lei n.º 423/89, de 4 de Dezembro - proíbe, em todo o território do continente, o arranque, o corte total ou parcial, o transporte e a venda de azevinho espontâneo, Ilex aquifolium L.
Segundo instruções do Instituto de Conservação da Natureza, todos os vendedores devem ter um certificado em como o compraram a um videirista autorizado pelos serviços florestais a fazer cultura da espécie. Esse documento, uma espécie de bilhete de identidade é essencial para que alguém o possa vender, pois é a única prova em como não foi apanhado indevidamente.
O FAPAS apela à responsabilidade dos cidadãos para evitar também o corte de árvores e de outras espécies de flora.
O corte descontrolado de árvores é prejudicial à sustentabilidade ambiental. Também a manutenção do musgo que cresce nas rochas, solos e casca das árvores, é fundamental na medida em que contribui para a formação e conservação dos solos, bem como para evitar a erosão, pois retém água e favorece a germinação das sementes.

Caro Consócio, O FAPAS, como responsável pelo tratamento dos dados pessoais dos seus associados, garante que promove medidas adequadas para cumprimento da proteção de dados, conforme disposto no Regulamento Geral de Proteção de Dados, em vigor. Nos termos desse Regulamento, os associados devem exercer o seu direito de retificação/atualização dos seus dados pessoais, pelo que se solicita o preenchimento e devolução ao FAPAS do seguinte formulário:

Anexa-se a Circular Sócios

Lisboa, 13 de Novembro de 2018

A rola-brava é uma espécie icónica da fauna portuguesa e a informação científica mais recente sobre esta espécie revela um decréscimo populacional em Portugal, desde 1994, na ordem dos 80%. A situação é de tal forma grave, que a Comissão Europeia considera actualmente a caça à rola-brava uma violação da Directiva Aves. É urgente que o Ministério da Agricultura suspenda a caça a esta espécie e implemente medidas adequadas de gestão dos habitats agrícolas dos quais depende.

 

A rola-brava, também conhecida por rola-comum, é uma espécie icónica da fauna portuguesa e do imaginário popular e erudito do país. É uma espécie cinegética, das mais queridas dos caçadores portugueses. É caçada no final do verão, em Agosto e Setembro, na sempre aguardada abertura da época de caça às espécies migradoras.

As populações da rola-brava têm diminuído acentuadamente por toda a Europa nas últimas dezenas de anos, devido a dois factores principais. Por um lado, a intensificação agrícola, nomeadamente o corte de sebes, a destruição de mosaicos agrícolas e o uso indiscriminado de fitofármacos, e, por outro lado, a caça excessiva, em países como França, Espanha, Portugal e Itália (1, 2).

A situação da rola-brava é de tal maneira grave que a União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN) classificou-a como espécie Vulnerável à extinção em 2015 (1). A Comissão Europeia (CE) encarregou a BirdLife Internacional e a Federação das Associação de Caçadores Europeias (FACE) da elaboração de um plano de acção para a espécie. Esse plano determina que é urgente restaurar e manter os habitats agrícolas de boa qualidade e implementar a caça dentro de níveis de abate sustentáveis (2). Para determinar o nível de abate, está a ser desenvolvido um modelo de gestão cinegética da rola-brava. Mas enquanto esse modelo não aparece, a CE considera a caça da rola-brava uma violação da Directiva Aves, devido ao estado desfavorável das suas populações.

Em Portugal, a situação é idêntica ao resto da Europa. O Censo de Aves Comuns mostra um decréscimo populacional acentuado desde 2004 (3). Mas a informação científica mais recente revela factos mais preocupantes. Uma tese de doutoramento do Instituto Superior de Agronomia revela uma regressão populacional acentuada da rola-brava desde 1994 (4). A diminuição média em Portugal é de 80%. Ou seja, por cada 100 rolas que existiam em Portugal em 1994, actualmente existem apenas 20. O estudo revela ainda que a caça à rola se sobrepõe ao seu período reprodutor em todas as regiões, e incide sobretudo na população nidificante. Tal como documentado nesse estudo, 30% das rolas caçadas em Portugal são abatidas quando ainda se encontram a nidificar. Estes factos vêm corroborar o que a C6 tem vido a defender, a caça que se pratica actualmente à rola-brava em Portugal coloca em risco a sobrevivência da espécie.

Perante este cenário, impõe-se a seguinte pergunta: de que é que o Governo Português, o Sr. Ministro da Agricultura, o Sr. Secretário de Estado das Florestas e os caçadores portugueses estão à espera para suspender a caça à espécie? Não podemos deixar que a rola chegue ao risco eminente de extinção, como já chegou noutros países da Europa.

A Coligação C6, que integra as maiores Associações de Defesa do Ambiente portuguesas e é constituída pelo GEOTA, FAPAS, LPN, QUERCUS, SPEA e ANP/WWF, defende assim a suspensão imediata da caça à rola-brava em Portugal e em toda a Europa. Esta é também a posição de muitos caçadores portugueses, preocupados com a redução acentuada destas rolas no campo. Esta suspensão deve vigorar até que seja definido o limite sustentável de abate, e que esse limite possa ser correctamente implementado no nosso país.

É confrangedora a inércia da tutela da caça perante a situação dramática da rola-brava em Portugal. É urgente que o Ministério da Agricultura tome medidas:

  1. Suspenda a caça à rola-brava até existir informação inequívoca sobre o nível sustentável de abate. Portugal deve mostrar que está realmente empenhado na protecção da espécie, deve tomar a iniciativa de suspender a caça, e depois influenciar os vizinhos espanhóis e franceses para fazerem o mesmo.
  2. Implementar medidas de gestão do habitat agrícola da rola-brava. O Ministério da Agricultura tem nas suas mãos o instrumento financeiro adequado, que é o Programa de Desenvolvimento Rural. Em vez de canalizar centenas de milhões de euros para os regadios intensivos e para as monoculturas florestais, o Ministro da Agricultura tem a possibilidade de criar medidas agro-ambientais que favoreçam o habitat da rola-brava. Medidas que sirvam os agricultores que querem manter os mosaicos agrícolas tradicionais, as sebes e os bosquetes, fundamentais para a sua nidificação.
  3. Divulgar as estatísticas da caça e criar mecanismos efectivos de seguimento do número de exemplares abatidos. A C6 já obteve do Secretário de Estado das Florestas a promessa de que os dados dos abates iriam ser divulgados, mas até agora não se viu nada. Não é possível fazer uma boa gestão da caça, sem se conhecerem os números do abate efectuado em cada época.

Consideramos ainda que o Ministério do Ambiente, Ministério que tutela a área da conservação da biodiversidade, se deveria pronunciar com prontidão, deixando clara a sua posição sobre o risco de extinção em Portugal da rola-brava e sobre o que vai fazer para reverter a situação.

A C6 apela aos caçadores de Portugal que pressionem a tutela a tomar as medidas adequadas de protecção da rola-brava, especialmente a suspensão da caça e as medidas de gestão do habitat. Só assim será possível proteger agora para continuar a caçar no futuro esta espécie, que é tão querida dos portugueses.

 

Notas para os Editores:

 

Contactos para mais informações:

QUERCUS | Nuno Sequeira | Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar. | www.quercus.pt I 93 778 84 74 (coordenação da C6 em 2018)

ANP – Associação Natureza Portugal em associação com WWF | Ângela Morgado | Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar. | www.natureza-portugal.org

FAPAS | Nuno Gomes Oliveira| Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar. | www.fapas.pt | 917888272

GEOTA | Hélder Careto e Miguel Jerónimo| Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar. | www.geota.pt

LPN – Liga para a Proteção da Natureza | Miguel Geraldes | Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar. | www.lpn.pt

SPEA - Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves | Domingos Leitão | Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar. | www.spea.pt

No dia 23 de Novembro comemora-se o Dia da Floresta Autóctone e como habitualmente vamos estar no terreno com múltiplas iniciativas de plantação, tendo por objetivo promover a floresta nativa e as espécies autóctones, contando com a habitual cooperação de múltiplas entidades e com o apoio massivo  da comunidade educativa.

Mais informações em Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

Porto, 29/10/2018

O FAPAS (Fundo para a Proteção dos Animais Selvagens) manifesta o seu regozijo e chama a atenção:

1- Para a decisão empresarial de não iniciar a pesquisa de petróleo ao largo da costa portuguesa;

2- Tal não é uma mera decisão empresarial, mas o resultado de uma contínua e articulada ação da cidadania, da qual o FAPAS fez parte, e da oposição de todos os sectores económicos, sociais e políticos do Algarve e de muitas outras regiões;

3- O FAPAS lembra que esta, mais esta vitória ambiental, se deve a uma estratégia integradora e a uma visão clara, e faz votos para que este sucesso ambiental possa servir de exemplo para outras lutas, e novas vitórias do ambiente;

4- Esteve o FAPAS representado nas primeiras sessões em Aljezur e Vila do Bispo, onde teve ocasião de conhecer uma verdadeira heroína portuguesa a Dª Otília, de Aljezur, que se opôs bravamente a esta atividade especulativa, destruidora do ambiente e neste caso, também, infringindo a legalidade.
Nessas sessões o FAPAS testemunhou e deu como exemplo a luta contra a mineração de urânio em Nisa onde, no século passado, a nossa associação teve um papel central ao elaborar um parecer sobre o estudo de impacto e organizar os primeiros movimentos, na linha do que agora se fez no Algarve, envolvendo todos os sectores.
O FAPAS esteve ainda envolvido e apoiou os movimentos locais, também no litoral Oeste, e participando em sessões de esclarecimento e apoiando a oposição local.

5- Não podemos deixar de assinalar que não podem o Ministro do Ambiente, nem o do Mar, de nenhuma forma associar-se a esta importante e significativa vitória, da sustentabilidade, do mar e da transição energética.

Para mais informações, contactar: António Eloy, 919 289 390

O FAPAS (Fundo para a Proteção dos Animais Selvagens) submeteu com sucesso duas candidaturas ao Fundo Ambiental : “Cidadania e valorização do Rio Inha” é uma delas.  No âmbito deste projecto, vai decorrer um Seminário “Descobrir e conhecer o Rio Inha” no próximo  dia 7 de Novembro dirigido à comunidade educativa e população em geral. Os docentes  interessados devem inscrever-se em www.fapas.pt/cff/  (evento considerado de Ação de Curta Duração pelo Centro de Formação FAPAS)

Para mais informações contactar Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar. ou através do telefone 22 2002472

Estão abertas as inscrições para a ação de Formação promovidas pelo Centro de Formação FAPAS: "Biodiversidade nas zonas costeiras: sua importância ecológica, económica e social". A ação destina-se a docentes do Pré-primário, Ensino Básico e Secundário e está acreditado pelo Conselho Científico-Pedagógico de Formação Contínua (15h). O programa e a ficha de inscrição encontram-se em http://www.fapas.pt/cff/

Para mais informações, contactar o FAPAS (222002472).

Para além da dinamização de projetos de conservação e acompanhamento dos grandes temas nacionais, a formação é, desde início, uma aposta forte, conseguida através da publicação de guias de campo e outros materiais educativos, com uma forte interação com as escolas, com a promoção de formação creditada para professores do ensino básico secundário, e ainda através da organização de congressos, seminários, palestras, saídas de campo e dinamização de projetos de Educação Ambiental. De salientar o apoio dado pelo Fundo Ambiental ao projecto “Cidadania, Sustentabilidade e Conservação da Natureza”.

Actividades e projectos de Educação Ambiental contam com o apoio institucional da APA, do ICNF e da DGESTE.

Anexa-se o Relatório de Actividades de Educação Ambiental 2017/2018

Para 2018-2019, o FAPAS apresenta um leque de propostas de ateliers, oficinas, ações e percursos interpretativos destinadas à comunidade educativa e população em geral. O projecto de Educação Ambiental “ Descobrir e Conhecer o Rio Inha”, ganho numa candidatura ao Fundo Ambiental, será apresentado brevemente.

Os docentes do Pré-primário, Ensino Básico e Secundário, têm ainda a possibilidade de se inscreverem nas ações de formação propostas pelo Centro de Formação FAPAS. Deverão aceder à página do Centro de Formação FAPAS (http://www.fapas.pt/cff/) onde poderão ver quais as ofertas formativas que vão sendo actualizadas  e os respectivos programas, tendo a oportunidade de atualizarem os seus conhecimentos e competências na área do ambiente. O programa de Educação Ambiental tem o apoio institucional da APA, ICNF e DG

Para mais informações, consultar o Programa em PDF

A partir do próximo dia de 6 de março  e até ao dia 6 de abril, estará patente ao público a exposição "Floresta Autóctone - Mostra de Cartazes", na Fapfeira, Santa Maria de Lamas, numa parceria entre o FAPAS e a Câmara Municipal de Santa Maria da Feira.

Nos termos da Lei e dos Estatutos, convocam-se todos os sócios para a Assembleia Geral Ordinária do Fundo para a Protecção dos Animais Selvagens, a realizar no dia 2 de Março de 2018 pelas 20:30h no auditório da sede Nacional da Associação, na Rua Alexandre Herculano, 371, 4º, Porto, com a seguinte Ordem de Trabalhos: