As políticas públicas ao nível da gestão do território têm que ser executadas de forma cautelosa e criteriosa, de forma a garantir a sustentabilidade do uso dos diferentes territórios. A crescente arficialização do solo e a ausência de uma política de reabilitação de ecossistemas degradados, com impactes particularmente perversos em áreas classificadas, constituem-se como indesejáveis promotores de alterações que deverão ser alvo de um olhar atento por parte da sociedade civil organizada. Acresce que a avaliação de impacte ambiental nem sempre é efectuada com o rigor e a independência desejáveis em relação aos promotores, traduzindo-se não só num enviesamento dos princípios da prevenção e da precaução, como também na definição de medidas compensatórias insuficientes e desadequadas, obrigando quase sempre a um esforço de vigilância da aplicação destas últimas, que nem sempre é possível de efectuar. Por outro lado, a inércia própria da Administração no que à produção de documentos estratégicos e legislativos diz respeito, bem como à gestão de áreas tão complexas como as áreas protegidas, as florestas, a caça, a pesca nas águas interiores, ou implementação de apoios públicos destinados a promover a conservação activa de espécies e habitats, implica um acompanhamento crítico que possa influenciar decisivamente as dinâmicas operativas das autoridades e as políticas públicas. O FAPAS, tanto quanto lhe for possível, participará nos conselhos estratégicos das Áreas Protegidas e dinamizará intervenção pública no sentido de que a conservação da biodiversidade e dos ecossistemas possa ser alvo de crescente atenção e investimento dos poderes públicos e do mecenato privado.

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