Corallium rubrum

– Espécie endémica da zona Mediterrânica, e presente em Portugal apenas na costa Algarvia.
– Espécie colonial que prefere zonas pouco iluminadas
– As colónias podem viver mais de 100 anos

Dos egípcios à época Vitoriana, todos queriam um pedaço da espécie da semana – o coral vermelho, Corallium rubrum.

Considerado um amuleto contra mau-olhado, o coral vermelho está presente no folclore de várias civilizações Europeias. De Espanha a Itália, as crianças são frequentemente representadas a segurar um ramo de coral vermelho para sua proteção. Foi também amplamente usado como moeda de troca durante a época dos descobrimentos, e muito usado em joalharia. É por isso também chamado de “ouro vermelho” em italiano e “coral precioso” em inglês.

Os corais vermelhos são constituídos por pólipos – os verdadeiros seres vivos desta estrutura – que segregam na sua base carbonato de cálcio vermelho que forma a estrutura rígida e ramificada do coral. Tem um crescimento muito lento, de poucos centímetros por ano, e cada colónia pode viver mais de 100 anos!

Tanto machos como fêmeas estão presentes na mesma colónia (o conjunto a que chamamos coral). Quando os pólipos machos estão prontos para se reproduzirem, saem para a corrente e procuram uma fêmea do mesmo ou de outro coral. O mecanismo usado para encontrar as fêmeas ainda não é conhecido. Depois de se desenvolver por cerca de um mês, a larva sai para a corrente em busca de um sítio para se fixar e formar um novo coral.

O coral vermelho distribui-se em zonas pouco iluminadas de toda a costa mediterrânica, estendendo-se para além do estreito de Gibraltar pelas costas Atlânticas do norte de África e de Espanha e Portugal. No entanto, devido à sua elevada procura, tem vindo a sofrer uma grande redução em abundância. Felizmente, Portugal tem vindo a reconhecer a necessidade de proteção desta espécie, e este mês passou legislação para a proteção do coral vermelho. As coimas para a sua captura podem ir até aos 5 milhões de euros!

Mas não só a captura ilegal ameaça estes corais. O aumento da temperatura e acidificação dos oceanos devido ao aumento do dióxido de carbono na atmosfera têm sido uma das maiores ameaças para os corais de todo o mundo. Por isso, na semana do dia internacional dos oceanos, deixamos-vos o desafio de mudarem algo simples no vosso dia-a-dia que reduza a vossa pegada de carbono, e assim contribuam nem que seja só um bocadinho para proteger os nossos oceanos e a sua valiosa biodiversidade.

Pretende saber mais informações, contacte-nos

  • (*) RGPD (REGULAMENTO GERAL SOBRE A PROTEÇÃO DE DADOS - EU 2016/679)
    Os dados pessoais aqui recolhidos, para efeito de envio de informações e (no caso dos sócios efetivos) quotização, serão guardados enquanto a relação de associado se mantiver. Se pretender que os dados sejam corrigidos, restringidos ou eliminados, deve contactar o FAPAS, via email, para fapas@fapas.pt, ou através de carta registada para a morada indicada no rodapé desta página.
  • Este campo é para efeitos de validação e deve ser mantido inalterado.