Falco tinnunculus

– espécie que não constrói ninho

– conseguem imobilizar-se no ar

– garras de cor preta

A espécie da semana é o peneireiro-vulgar também conhecido como peneireiro-de-dorso-malhado, de nome científico Falco tinnunculus. Parabéns aos que acertaram!

Os falcões são espécies que não constroem ninhos, usando cavidades em estruturas naturais ou humanas, e ainda reutilizam os ninhos de outras aves (muito sustentável!). Os peneireiros são dos falcões mais pequenos (entre 30-40 cm) que caracteristicamente “peneiram”, ou seja, pairam no ar a bater as asas quando estão à procura de alimento (geralmente ratinhos).

Em Portugal existem duas espécies, o peneireiro-vulgar e o peneireiro das torres (Falco naumani). Enquanto o peneireiro-vulgar se avista facilmente em todo o território de Portugal continental e Madeira, o peneireiro das torres está restrito à zona do interior Alentejano. São ambas espécies associadas a ambientes agrícolas amplas (para peneirar) e com o solo coberto de erva onde os pequenos mamíferos se abrigam e alimentam. Na beira da estrada, os postes telefónicos e cercas são também locais de eleição. As características morfológicas distintivas destas duas espécies são as pintas na plumagem, que o peneireiro das torres praticamente não tem, e a cor das garras, que é preta no peneireiro-vulgar e branca no peneireiro das torres.

Os machos do peneireiro-vulgar são fáceis de distinguir das fêmeas pela sua coloração azulada na cabeça e na cauda, enquanto as fêmeas têm uma cor mais acastanhada. Têm uma distribuição em toda a Europa e costa mediterrânea do norte de África. As populações de Portugal são residentes, e no norte da Europa só se encontram durante a época de acasalamento.

A época de acasalamento inicia-se agora em Março, sendo que o peneireiro-vulgar emite vários chamamentos típicos apenas nesta altura. O ritual de acasalamento termina por vezes com um mergulho dramático do par para o ninho com as asas em forma de V. Formam frequentemente pares para toda a vida, e ambos tomam conta das crias. O macho alimenta a fêmea durante a postura que se torna essencialmente sedentária até ao nascimento dos pequenos falcões.

Agora que a Primavera chegou e os falcões andam no ar a dançar, prestem atenção ao seu voo e tentem identificar o momento. Se nas vossas caminhadas virem um peneireiro, comentem com a vossa foto! Porque melhor do que acertar, é realmente encontrar a biodiversidade nos passeios. Para a semana voltaremos com mais uma espécie da biodiversidade portuguesa, e até la, sigam a FAPAS!

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