Primula acaulis

– flor amarela esbranquiçada
– planta hermafrodita, mas diferentes tipos de flor em relação à proeminência do órgão reprodutor
– cosmopolita

Se as andorinhas anunciam a primavera, a flor desta semana, as prímulas ou rosas-de-páscoa, são o seu pré-anúncio. Em francês primevère, e em inglês primrose, as prímulas tal como o nome indica são as primeiras flores a despontar depois do pico do Inverno, e em zonas mais frias podemos até ver as suas flores amarelas a abrir quando ainda rodeadas de neve.

Esta espécie, Primula acaulis, distribui-se desde Portugal até ao Cáucaso (Arménia, Geórgia), e desde o Norte de África até ao Reino Unido. O género tem várias espécies algumas que até se adaptaram a ambientes alpinos, e variadas flores coloridas. Têm sido também desenvolvidos cultivares, ou seja, prímulas que foram selecionadas artificialmente para uso ornamental. Alguns desses cultivares foram plantados na natureza, apesar de se desconhecer qual o efeito que híbridos entre esses cultivares e as espécies autóctones terão na fertilidade destas plantas.

A Primula acaulis é uma planta hermafrodita, ou seja, as suas flores têm tanto o orgão reprodutor feminino (pistilo), como o órgão reproductor masculino (estame). O que torna esta espécie ainda mais interessante é que cada planta pode ter um de dois tipos de flores: as flores com o pistilo mais proeminente e o estame mais curto (flores mais femininas), e as flores com o estame mais proeminente e o pistilo mais curto (flores mais masculinas). Como não se podem autofertilizar, têm que fertilizar flores do tipo diferente do seu, e consequentemente, plantas diferentes. Esta é a estratégia usada por esta espécie para aumentar a sua diversidade genética.

Esta flor encontra-se em locais húmidos e com sombra, como bosques ripícolas. Se encontrarem uma prímula nos vossos passeios perto de casa, tentem identificar os diferentes tipos de flores que cada planta tem!

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